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Como a IA está salvando vidas e melhorando seu atendimento médico

  • Foto do escritor: Joao Vicente Alvarenga
    Joao Vicente Alvarenga
  • há 1 dia
  • 3 min de leitura

TechTudo acompanhou o Microsoft AI Tour em São Paulo, onde líderes do Einstein, Fleury, Rede D'Or apresentaram casos reais de transformação na saúde com IA; veja o que muda para você


A inteligência artificial (IA) está deixando de ser uma promessa futurista para se tornar realidade nos consultórios, hospitais e laboratórios brasileiros. Durante o Microsoft AI Tour, evento realizado em São Paulo e acompanhado pelo TechTudo a convite da Microsoft, o painel "IA para melhorar a saúde" reuniu especialistas de algumas das principais instituições de saúde do país para demonstrar não apenas o potencial da tecnologia, mas casos concretos de como ela já está salvando vidas com segurança. Confira a seguir a gama de novidades que já está presente na rotina médica - e você ainda não sabe.


A urgência que justifica a mudança


Os números apresentados durante o evento revelam a dimensão do desafio enfrentado pela saúde global. O setor enfrenta doenças terminais e crônicas em escala crescente, escassez e esgotamento da força de trabalho, além de profundas desigualdades em saúde.

A inteligência artificial surge, portanto, como resposta a esses desafios. Conforme apresentado no painel, a tecnologia já está transformando o setor de forma concreta. 80% dos hospitais agora utilizam IA para aprimorar o atendimento ao paciente e a eficiência clínica dos times de trabalho. As ferramentas de IA já conseguem realizar solicitações de autorização prévia até 1.400 vezes mais rápido quando comparado com os processos tradicionais. Além disso, os novos medicamentos estão sendo descobertos 30% mais rapidamente usando IA.


Fleury: quando 15 minutos podem salvar uma vida


João Vicente Alvarenga, Diretor Executivo de TI e Digital do Grupo Fleury, trouxe ao painel exemplos de como a medicina diagnóstica está sendo revolucionada. Com formação em Administração e Computação por UFMG, FGV e Ohio University, mestrado em Engenharia pela UFSC, e especializações em digital, dados e IA por Cambridge, MIT e Harvard, Alvarenga foi reconhecido em 2024 como o segundo colocado no Prêmio Executivo de TI do Ano na categoria Saúde.


O Grupo Fleury implementou a tecnologia da startup israelense Aidoc, que analisa tomografias computadorizadas assim que as imagens são adquiridas, gerando alertas na tela dos radiologistas para priorização de casos graves. A ferramenta identifica condições críticas como embolia pulmonar, sangramento intracraniano, fraturas cervicais e perfuração intestinal. O impacto já é mensurável, visto que o tempo de detecção desses achados foi reduzido para cerca de 15 minutos.


Além disso, desde a implementação, 656 vidas já foram impactadas positivamente pela rápida comunicação entre radiologistas e médicos dos pacientes. Em exames de ressonância magnética, o Fleury conseguiu dobrar o número de atendimentos por hora usando algoritmos de IA. Mais de 1.500 casos de maior gravidade são detectados precocemente graças ao uso da tecnologia.


O grupo também investe em medicina personalizada. Em parceria com a IBM Watson Health, desenvolveu o Oncofoco, primeiro exame no Brasil que usa computação cognitiva para auxiliar médicos a identificar medicamentos e ensaios clínicos relevantes baseados em alterações genômicas de pacientes com câncer complexos.


Os três padrões de empresas pioneiras em 2025


Durante a apresentação, foi mostrado como nasceram as empresas pioneiras em 2025. Os palestrantes classificaram três padrões distintos:

Padrão 1 - Humano com assistente: O modelo onde profissionais de saúde contam com apoio de ferramentas de IA para aprimorar decisões. É o caso do HStory do Einstein e das ferramentas de priorização de laudos do Fleury.

Padrão 2 - Equipes de Humanos e Agentes: Abordagem híbrida que integra equipes humanas com agentes inteligentes trabalhando em colaboração, como visto no projeto Watcher do Einstein.

Padrão 3 - Liderado por humanos, operado por agentes: O modelo mais avançado, exemplificado pelo projeto NLP da Rede D'Or, onde a estratégia e supervisão são humanas, mas robôs operam autonomamente na triagem noturna de laudos.


O que o avanço da IA na saúde representa


A mensagem central do painel demonstra que a inteligência artificial não é mais uma questão de "se" ou "quando", mas de "como" será implementada. As empresas pioneiras de 2025 já estão definindo seus modelos operacionais, combinando a expertise humana insubstituível com a capacidade analítica e operacional da IA.

Para muitos médicos, isso pode significar mais tempo para o cuidado humano com o paciente. Para pacientes, pode representar diagnósticos mais rápidos e precisos, como vimos nos exemplos dos 15 minutos do Fleury para detectar embolias ou a detecção noturna de nódulos pela Rede D'Or. Já para o sistema de saúde, pode significar a produção de mais equidade, já que as ferramentas desenvolvidas pelo Einstein para o SUS levam tecnologia de ponta para o sistema público gratuito. O objetivo final, como enfatizado pelos palestrantes, é moldar um futuro em que todas as pessoas vivam com mais acesso à saúde de qualidade.


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